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quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Cama E Mesa - Erasmo Carlos / Roberto Carlos


Eu quero ser sua canção
Eu quero ser seu tom
Me esfregar na sua boca
Ser o seu batom...

O sabonete que te alisa
Embaixo do chuveiro
A toalha que desliza
No seu corpo inteiro...

Eu quero ser seu travesseiro
E ter a noite inteira
Pra te beijar durante
O tempo que você dormir
Eu quero ser o sol que entra
No seu quarto adentro
Te acordar devagarinho
Te fazer sorrir...

Quero estar na maciez
Do toque dos seus dedos
E entrar na intimidade
Desses seus segredos
Quero ser a coisa boa
Liberada ou proibida
Tudo em sua vida...

Eu quero que você me dê
O que você quiser
Quero te dar tudo
Que um homem dá
Pra uma mulher
E além de todo esse carinho
Que você me faz
Fico imaginando coisas
Quero sempre mais...

Você é o doce
Que eu mais gosto
Meu café completo
A bebida preferida
O prato predileto
Eu como e bebo do melhor
E não tenho hora certa
De manhã, de tarde
À noite, não faço dieta...

Esse amor que alimenta
Minha fantasia
É meu sonho, minha festa
É minha alegria
A comida mais gostosa
O perfume e a bebida
Tudo em minha vida...

Todo homem que sabe o que quer
Sabe dar e querer da mulher
O melhor e fazer desse amor
O que come, o que bebe
O que dá e recebe...

Mas o homem que sabe o que quer
E se apaixona por uma mulher
Ele faz desse amor sua vida
A comida, a bebida
Na justa medida...

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Veja Bem, Meu Bem - Marcelo Camelo


Veja bem, meu bem
Sinto te informar que arranjei alguém
pra me confortar.
Este alguém está quando você sai
E eu só posso crer, pois sem ter você
nestes braços tais.

Veja bem, amor.
Onde está você?
Somos no papel, mas não no viver.
Viajar sem mim, me deixar assim.
Tive que arranjar alguém pra passar os dias ruins.

Enquanto isso, navegando vou sem paz.
Sem ter um porto, quase morto, sem um cais.

E eu nunca vou te esquecer amor,
Mas a solidão deixa o coração neste leva e traz.

Veja bem além destes fatos vis.
Saiba, traições são bem mais sutis.
Se eu te troquei não foi por maldade.
Amor, veja bem, arranjei alguém
chamado saudade.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Café Soçaite - Edith Veiga


Doutor de anedota e de champanhota,
Estou acontecendo no café soçaite,
Só digo enchanté, muito merci, all right,
Troquei a luz do dia pela luz da Light.
Agora estou somente contra a Dama de Preto,
Nas dez mais elegantes eu estou também,
Adoro riverside, só pesco em Cabo Frio,
Decididamente eu sou gente bem.
Enquanto a plebe rude na cidade dorme,
Eu janto com Jacinto que é também de Thormes,
Teresas e Dolores falam bem de mim,
Já fui até citada na coluna do Ibrahim.
E quando alguém pergunta como é que pode
Mamãe de black-tie jantando com Didu,
Eu peço outro uísque embora seja pronta.
Como é que pode? Depois eu conto.
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COMENTARIO:
Café Soçaite possui uma linguagem simples e não apresenta nenhuma critica as condições sociais e econômicas do inicio da década de 60 do século passado. A critica era uma tendência que surgiu com a MPB, que tem como a grande referencia o cantor e compositor Chico Buarque de Holanda, no entanto também surgiu no inicio da década de 60 outra vertente musical, o Tropicalismo, onde se destacam Caetano Veloso, Gal. costa, Gilberto Gil e Maria Bethânia que apesar de não ter cunho crítico apresenta linguagem simples e mostram o cotidiano da sociedade.
Sociedade essa que estava entrando numa ditadura militar que no inicio foi saudado por amplos setores da classe media que pediam por uma intervenção militar para por fim a ameaça de "esquerdidização" do governo e controlar a crise econômica, isso implica dizer que a classe média foi "massa de manipulação" das elites burguesas e industriais, dos interesses norte americanos, da igreja católica, da aristocracia rural e principalmente da imprensa.
Confirmaram o que os foi incitado; concordaram com os interesses elitistas e capitalistas; depuseram o presidente eleito pelo povo que falou em reforma agrária e em diminuir as desigualdades no Brasil; e por mim optaram pela manutenção da corrupção, de uma sociedade elitista, desigualitária e fútil.
Essa sociedade está muito bem descrita por Edith Veiga onde ela já começa "Doutor de anedota e de champanhota, Estou acontecendo no café soçaite" informando que ha um encontro de Doutores no Café Soçaite (situado no rio de janeiro onde a noite funcionava como uma "boate" onde grandes nomes da Bossa Nova se apresentaram e a elite do Rio se reunia) e ha certa ironia e ambigüidade onde a compositora diz que são doutores de piadas e bebedeiras, ou doutores que contam piadas e bebem? e continua, "Só digo enchanté, muito merci, all right" onde essas frases são na verdade da sociedade que só sabe dizer muito prazer, muito obrigado e tudo certo. Em "Troquei a luz do dia pela luz da Light" Edith faz referência a vida dos boêmios que tinham uma vida ativa noturna, onde "Light" era a empresa de energia do Rio na época. "Agora estou somente contra a Dama de Preto, Nas dez mais elegantes eu estou também, Adoro riverside, só pesco em Cabo Frio,Decididamente eu sou gente bem" o trecho mostra a entrada nessa sociedade de uma pessoa humilde que diz que adora a vida ribeirinha "riverside" mas só pesca em cabo frio (praia freqüentada pela elite. "Enquanto a plebe rude na cidade dorme,Eu janto com Jacinto que é também de Thormes,Teresas e Dolores falam bem de mim,Já fui até citada na coluna do Ibrahim." é mostrada como a grande massa, que são os trabalhadores, são vistos pela elite (como plebe rude)e mostra a "ignorância" do eu poético na musica, onde na verdade "de Thormes" na letra parece ser um local, mas é o sobrenome do colunista dos anos dourados, Jacinto de Thormes. "E quando alguém pergunta como é que pode Mamãe de black-tie jantando com Didu,Eu peço outro uísque embora seja pronta. Como é que pode? Depois eu conto." por fim a compositora nos revela como se deu a entrada nessa sociedade onde nos informa que a sua mãe esta jantando com Didu, que era um grande banqueiro, e mostra também como essa sociedade não tinha valores morais, pois embora sua mãe pudesse ser mal vista por esta jantando com Didu, o mais importante era se encontrar no recinto (Café Soçaite) e mantendo as aparências (Eu peço outro uísque embora seja pronta).
A elite carioca, boêmia, das noites deslumbrantes e poéticas (embora sem compromisso com os problemas da sociedade) está muito bem representado nessa musica bem como os seus valores e o seu cotidiano.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Seu Nome - Byafra


Quando escuto sua voz
Estremeço, me dá um nó
Sinto o tempo me tocar
Como um beijo
Que ficou no ar
Foi bom...

Como posso te esquecer?
Se o teu cheiro
Está em mim
Invadindo sem querer
Tudo passa
E eu só sei dizer
Seu nome, seu nome...

Tudo aquilo que senti
Não dá mais prá se apagar
Fecho os olhos
Não te esqueço
Deito e amanheço
Como é bom lembrar
Seu nome, seu nome...

Amor!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Eu Velejava em Você - Eduardo Dusek/ Luís Carlos Góes



Eu velejava em você
Não finja!
Como coisa que não me vê
E foge de mim...
A boca tremia,
Os olhos ardiam
Oh! Doce agonia
Oh! Dor de viver
De ver sua imagem
Que eu nunca via
Sua boca molhada
Seu olhar assanhado
Convite pra se perder
Minha alma cansada
Não faz cerimônia
Você pode entrar sem bater
Pois eu já velejei em você
E foi bom de doer
Mas foi, como sempre, um sonho
Tão longe, risonho
Sinto falta,
Queria lhe ver...

Sozinho - Peninha


Às vezes, no silêncio da noite
Eu fico imaginando nós dois
Eu fico ali sonhando acordado, juntando
O antes, o agora e o depois
Por que você me deixa tão solto?
Por que você não cola em mim?
Tô me sentindo muito sozinho!

Não sou nem quero ser o seu dono
É que um carinho às vezes cai bem
Eu tenho meus desejos e planos secretos
Só abro pra você mais ninguém
Por que você me esquece e some?
E se eu me interessar por alguém?
E se ela, de repente, me ganha?

Quando a gente gosta
É claro que a gente cuida
Fala que me ama
Só que é da boca pra fora
Ou você me engana
Ou não está madura
Onde está você agora?

Quando a gente gosta
É claro que a gente cuida
Fala que me ama
Só que é da boca pra fora
Ou você me engana
Ou não está madura
Onde está você agora?