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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Olhos de Lince - Maria Bethânia


Quem fala que eu sou esquisita hermética
É porque não dou sopa estou sempre elétrica
Nada que se aproxima nada me é estranho
Fulano sicrano beltrano
Seja pedra seja planta seja bicho seja humano
Quando quero saber o que ocorre a minha volta
Eu ligo a tomada abro a janela escancaro a porta
Experimento invento tudo nunca jamais me iludo
Quero crer no que vem por aí beco escuro
Me iludo passado presente futuro urro
Reviro balanço reviro na palma da mão o dado
Futuro presente passado
Tudo sentir total
É chave de ouro do meu jogo
É fósforo que acende o fogo
Da minha mais alta razão
E na seqüência de diferentes naipes
Quem fala de mim tem paixão.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Migalhas - Erasmo Carlos


Sinto muito mas não vou medir palavras
Não se assuste com as verdades que eu disser
Quem não percebeu a dor do meu silêncio
Não conhece o coração de uma mulher
Eu não quero mais ser da sua vida
Nem um pouco do muito de um prazer ao seu dispor
Quero ser feliz
Não quero migalhas do seu amor
Do seu amor
Quem começa um caminho pelo fim
Perde a glória do aplauso na chegada
Como pode alguém querer cuidar de mim
Se de afeto esse alguém não entende nada
Eu não quero mais ser da sua vida
Nem um pouco do muito de um prazer ao seu dispor
Quero ser feliz
Não quero migalhas do seu amor
Do seu amor
Não foi esse o mundo que você me prometeu
Que mundo tão sem graça
Mais confuso do que o meu
Não adianta nem tentar
Maquiar antigas falhas
Se todo o amor que você tem pra me oferecer são migalhas
Migalhas
Eu não quero mais ser da sua vida
Nem um pouco do muito de um prazer ao seu dispor
Quero ser feliz
Não quero migalhas do seu amor
Do seu amor
Sinto muito mas não vou medir palavras
Sinto muito

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Se Eu Morresse de Saudade - Gilberto Gil


Se eu morresse de saudade
Todos iriam saber
Pelas ruas da cidade
Todos poderiam ver
Os estilhaços da alma
Os restos do coração
Queimado, pobre coitado
Pelo fogo da paixão
Se eu morresse de saudade
Mandariam lhe prender
O povo suspeitaria
Que o culpado foi você
O seu retrato estaria estampado em cada grão
Do que de mim restaria
Feito areia pelo chão
Fantasia, fantasia, sedução
Desde o dia em que eu segurei sua mão
Se eu morresse de saudade
Nunca iria conhecer
O prazer da liberdade
O dia de lhe esquecer
Se eu morresse de saudade
Não poderia dizer
Que bom morrer de saudade
E de saudade viver

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

VERDADES SEJAM DITAS



REALMENTE SERRA NÃO É O FHC, MAS PASSOU OS 8 ANOS COMO MINISTRO DESSE GOVERNO E FOI UM DOS COORDENADORES DO PROGRAMA DE PRIVATIZAÇÃO.

VAMOS MOSTRAR QUE TEMOS MEMÓRIA E SOMOS INTELIGENTES, O BASTANTE, PARA CONCLUIRMOS O QUE É MELHOR PARA NÓS E PARA O BRASIL!

sábado, 9 de outubro de 2010

Paixão - Kledir Ramil


Amo tua voz e tua cor
E teu jeito de fazer amor
Revirando os olhos e o tapete
Suspirando em falsete
Coisas que eu nem sei contar
Ser feliz é tudo que se quer
Ah! Esse maldito fecho eclair
De repente a gente rasga a roupa
E uma febre muito louca
Faz o corpo arrepiar
Depois do terceiro ou quarto copo
Tudo que vier eu topo
Tudo que vier, vem bem
Quando bebo perco o juízo
Não me responsabilizo
Nem por mim, nem por ninguém
Não quero ficar na tua vida
Como uma paixão mal resolvida
Dessas que a gente tem ciúme
E se encharca de perfume
Faz que tenta se matar
Vou ficar até o fim do dia
Decorando tua geografia
E essa aventura em carne e osso
Deixa marcas no pescoço
Faz a gente levitar
Tens um não sei que de paraíso
E o corpo mais preciso
Do que o mais lindo dos mortais
Tens uma beleza infinita
E a boca mais bonita
Que a minha já tocou

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Risque - Angela Rô Rô


Risque
Meu nome de seu caderno
Pois não suporto o inferno
Do nosso amor fracassado
Deixe
Que eu siga novos caminhos
Em busca de outros carinhos
Maternos nosso passado
Mas se algum dia, talvez
A saudade apertar
Não se perturbe
Afogue a saudade
Nos copos de um bar
Creia
Toda quimera se esfuma
Como a brancura da espuma
Que se desmancha na areia

Me Acalmo Danado - Angela Rô Rô



Eu é que fico a dizer
E você não diz nada
Eu é que fico a sorrir
E a fazer palhaçada
Como é triste beijar
Sem ser beijada
Como é duro amar
Sem ser amada
Meu tormento não passa
E você adiando
É o mar que me traga
É o barco afundando
É a ilha deserta
Que eu chego atracando
Ilusão e quimera
De alguém se salvando
Eu que suporto e reclamo
Lhe afasto e me chamo
Eu a saída da entrada
Por baixo do pano
Ser o excesso de brilho
Acaba ofuscando
Mas se o início, da era
Acaba matando
Sua presença destrói
Todos meus desenganos
Minha ausência causou-lhe
Uma série de danos
Tento provar o contrário
E adormeço errando
Amo somente um vazio
E me acalmo danando