"Mais foi a primeira palavra que eu eu me repeti intensamente na minha infância.
"maisê" mamãe, "maisê" mamãe, fosse guaraná, fosse coca-cola, fosse coca, fosse cola, fosse amor ou desamor ou qualquer outra espécie de dor.
Eu quero mais ser imortal, quero ser meu futuro ancestral, quero mais tabacaria, mais pessoa, mais maria, mais vinho, mais poesia"
Quero mais
Uma fatalidade um jazz.
Um raio me cortando, um gás
Me embriagando faz
Um terremoto em mim
Da guerra quero sim
Só aprender a paz
Para que eu não enlouqueça
Me rouba a razão
Para que eu não adoeça
Me mata de paixão
O amor é ópio, coração
Quero insana mais uma ilusão
Quero sim
Me travestir de querubim
Me enxovalhar num botequim
Numa alegria enfim
Me abandonar em mim
Delírio sem ter fim
Eterno tanto faz
Para que eu não enlouqueça
Me rouba a razão
Para que eu não adoeça
Me mata de paixão
O amor é ópio, coração
Quero insana mais uma ilusão.

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